<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7545630837433038588</id><updated>2011-04-21T16:54:33.641-07:00</updated><category term='Cinema'/><title type='text'>Expresso Cultural</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://mistocultural.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7545630837433038588/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mistocultural.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Vinícius Fontana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01180971522397494297</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_utMqMWRCeHo/SGA1RakdbVI/AAAAAAAAACI/cXbILNjytk8/S220/P1010034.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>12</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7545630837433038588.post-7065091638309439404</id><published>2009-04-20T16:40:00.000-07:00</published><updated>2009-04-20T17:32:38.720-07:00</updated><title type='text'>A Ópera do Sadismo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.lovefilm.com/lovefilm/images/products/2/18212-large.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 429px;" src="http://www.lovefilm.com/lovefilm/images/products/2/18212-large.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O COZINHEIRO, O LADRÃO, SUA MULHER E SEU AMANTE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Em uma tarde chuvosa, quando eu arrecém havia me mudado para Porto Alegre e não tinha conta em locadoras, resolvi baixar um filme. Foi uma época cheia de novidades, eu realmente queria me inovar tanto social quanto culturalmente. Então, estava passando um documentário no Multishow sobre a Helen Mirren, que na época comentava seu papel no filme “A Rainha”. Em certo momento apareceram trechos dos filmes que ela havia feito. Todos passaram pelos meus olhos com muita indiferença, com exceção de um plano que mostrava Helen segurando uma arma direcionada para a câmera. Achei a cena genial, com um cenário que nunca tinha visto antes. Resolvi pesquisar sobre o filme, do qual só me lembrava ter um nome muito longo e estranho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Após alguns dias de download (ufa... tudo que eu queria é que valesse a pena) fui prontamente assistir ao filme. Logo de início fui surpreendido por uma voz muito fina - aquelas sopranino a lá Coral do Vaticano – e uma cena de espancamento no estacionamento que logo de início me prendeu na poltrona. A medida que o filme passava, ele ia me lembrando uma ópera, divida em vários atos e com uma dose de teatralidade que fazia do filme uma verdadeira obra de arte, dirigida pelo esquisitão Peter Greenaway.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.ufscar.br/rua/img/s05/green7.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 443px; height: 300px;" src="http://www.ufscar.br/rua/img/s05/green7.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        A história é relativamente simples, mas nem por isso não deixa de ser perturbadora. Ela consiste no envolvimento amoroso de Georgina –interpretada pela brilhante e (por incrível que pareça) sensual Helen Mirren – que sofre repressões de seu marido, Albert Spica –Michael Gambon, mais conhecido por ser o atual interprete de Dumbledore- , um arrogante fornecedor da alimentos a um dos mais caros restaurantes da cidade. Esta mulher passa a se relacionar com um judeu, Michael,- Alan Howard- nos fundos do restaurante, tudo com o aval do cozinheiro-chefe da casa, Richard Borst –interpretado por Richard Bohringer. A medida que a trama se desenvolve e o segredo vai ficando cada vez mais exposto, a violência e o ritmo do filme aceleram até o clímax, um dos finais mais impressionantes que uma película já registrou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Um dos principais aspectos do filme é a dualidade. O restaurante freqüentado pela finesse e a cozinha onde as mais tristes criaturas transformam alimentos em decomposição em delícias culinárias. Como o amor se desenvolve no meio da sujeira, e como as pessoas são indiferentes a ele, embebidas em suas vidas ébrias de tristeza. Como a cultura dos grandes salões contrasta com o canto agudo e desafinado de uma criança que apela por algum momento de descanso e de vida fora da cozinha. Todas estas dualidades são trabalhadas por meio de soluções geniais de direção, edição, montagem e fotografia. A direção de arte não deixa dúvidas das qualidades visuais do filme. O filme tem um contraste de cores dignas de comparações com filmes mestres neste aspecto, como Moulin Rouge e Suspiria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://cache02.stormap.sapo.pt/fotostore02/fotos//67/ab/65/1594671_LIjJt.jpeg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 340px; height: 173px;" src="http://cache02.stormap.sapo.pt/fotostore02/fotos//67/ab/65/1594671_LIjJt.jpeg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       O filme não possui na violência gráfica seu aspecto mais chocante, mas sim na psicológica. As qualidades mais singulares do ser humano são colocadas em personagens estereotipados (o que neste caso, funciona muito bem). Seja pela vulgaridade, grosseria e (desculpe pela palavra porca) porquice de Spica ou pela classe e erudicidade de Michael, o filme registra marcas muito fortes em seus componentes, sendo que eles praticamente não sofrem viradas em seus comportamentos. Isto é feito exatamente para destacar a transformação de uma personagem, Georgina, que muda completamente sua índole ao longo do filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      O longa é uma obra prima do cinema, mas que sem dúvida deve despertar o ódio em muitos dos que o vêem (e consequentemente contra quem elogia este filme, no caso, eu...). É um filme que não permite que o espectador fique em cima do muro devido a sua contundência e visualidade, além da crueldade, que é inegável em um filme que tem o banquete mais estranho da história. Considero ele um dos dez melhores filmes que eu já vi, e com certeza no momento que abrir uma brecha no orçamento, vou atrela-lo a minha coleção de DVD´s. Enquanto isso, download nele e espero que apreciem o longa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7545630837433038588-7065091638309439404?l=mistocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mistocultural.blogspot.com/feeds/7065091638309439404/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7545630837433038588&amp;postID=7065091638309439404' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7545630837433038588/posts/default/7065091638309439404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7545630837433038588/posts/default/7065091638309439404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mistocultural.blogspot.com/2009/04/opera-do-sadismo.html' title='A Ópera do Sadismo'/><author><name>Vinícius Fontana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01180971522397494297</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_utMqMWRCeHo/SGA1RakdbVI/AAAAAAAAACI/cXbILNjytk8/S220/P1010034.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7545630837433038588.post-7526568498864070934</id><published>2008-12-11T13:34:00.000-08:00</published><updated>2008-12-11T13:42:35.957-08:00</updated><title type='text'>Conjunto Vazio</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://imagecache2.allposters.com/images/21/THDOORS.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 315px; height: 450px;" src="http://imagecache2.allposters.com/images/21/THDOORS.JPG" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme “The Doors” (1991), de Oliver Stone, mostra o surgimento, ascensão e queda de uma das mais importantes bandas de rock’n roll americano: The Doors. O foco narrativo do filme, porém, está mais no vocalista da banda, Jim Morrison, sendo que referencial de tempo no longa-metragem tempo que ele permaneceu no grupo. Portanto, a história do grupo é um contexto da vida de Jim, um recorte utilizado pelo diretor para que ele mostrasse a sua visão deste personagem. O filme exibe o lado conflituoso e mórbido do artista, com sua paixão pelas drogas e pela morte, sendo uma espécie de “marionete-titeriteiro”, ou seja, usado pela sociedade ao mesmo tempo em que manipula uma parte dela.&lt;br /&gt; Primeiramente, o contexto do filme é o final dos anos sessenta, mostrando os movimentos de uma América recheada de jovens que buscam na música e nas drogas as respostas para os seus conflitos. Los Angeles, cidade onde passa a maior parte do filme, é retratada essencialmente como um antro do movimento hippie e do rock que viria a ser o mais famosos do país. O contexto não mostra luta de classes ou qualquer outra manifestação de revoltas que mereça destaque. Muito pelo contrário, o conflito físico ocorre no outro lado do mar, no Vietnã, fato destacado superficialmente na obra. Mas as pessoas estão passando por um momento interno conturbado, devido a tanta informação chegar até eles e fatos desastrosos estarem acontecendo. Esta acaba sendo a principal influencia do contexto na construção da trama. &lt;br /&gt; No princípio do filme, o protagonista é mostrado como um poeta marginal, extremamente dedicado a sua arte, como um apaixonado pela vida e crente na veradicidade do amor. O Jim Morrison deste momento busca apenas expressar-se em um mundo que move-se em direções diametralmente opostas: de um lado, há as pessoas engajadas com causas sociais, com a guerra que leva tantos jovens a pontos insólitos da Ásia para lá aprenderem como sobreviver em um ambiente hostil. Do outro lado, está a parte alienada que prefere a fuga à luta, quase sempre com o uso de entorpecentes. O curioso é notar que esta divisão não ocorre em indivíduos distintos: os antagonismos estão presentes na própria pessoa. O personagem de Morrison é mostrado exatamente assim: como um desiludido com a sociedade, que vê todos como escravos, seguindo uma linha contínua, a qual todos sabem no que está amarrada. Porém, ele também busca a fuga, ora por uso excessivo de álcool e drogas, e outro, pela sua música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://media-2.web.britannica.com/eb-media/55/24155-004-D321A16E.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 451px; height: 300px;" src="http://media-2.web.britannica.com/eb-media/55/24155-004-D321A16E.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O conflito é o principal tema do filme, mais do que qualquer lição moral ou até mesmo biográfica. Morrison possui uma relação delicada com a fama: ele a ama e a odeia ao mesmo tempo, e por isso o defino como “marionete-titeriteiro”. Jim é retratado como um artista problemático, até mesmo tímido em um momento inicial, mas que com o passar do tempo acaba gostando de estar presente na mídia. Porém, ele desaprova a sujeição às regras técnicas ou morais, como na cena em que rejeita a sugestão de um produtor do programa Ed Sullivan para alterar a letra de “Light my Fire”. O produtor gostaria que Jim cantasse “Girl, we couldn’t get much better” (garota, nós não poderíamos estar melhor), e não o original que é “Girl, we couldn’t get much hire” (garota, nós não poderíamos estar mais chapados). Jim acaba cantando a versão original e é expulso do programa. Ele ama a fama pelos motivos de prazer óbvios que ela acarreta, como mulheres, dinheiro e drogas. Mas seu lado poético e moral o fazem capaz de resistir à adesão total deste sistema.&lt;br /&gt; Para fugir do sistema, Jim acaba usando os recursos de fuga anteriormente citados, como drogas e álcool. O uso desta substância faz parecer que ele está em um permanente transe dos sentidos. Notamos influências da psicanálise nestes momentos do filme. O ID acaba submetendo o Ego, o que acaba desencadeando uma manifestação animalesca dos instintos animais do personagem, principalmente na forma de desejo sexual. Seguindo por outro viés freudiano, vemos a manifestação do inconsciente, que revela desejos e repressões infantis. O inconsciente acaba sendo “libertado” pelos entorpecentes e é externalizado, algumas vezes de forma abrupta e violenta, mas também como expressão criativa e poética. &lt;br /&gt; O ambiente de devaneio é constantemente confrontado com o de realidade. A realidade para Jim é diferente do que para seus colegas de banda. Ela é condicionada pelo uso de drogas e pela poesia, enquanto os demais buscam ser um tripé racional e ponderado, sendo que até mesmo as drogas são para eles mais um catalisador para a índole criativa do que um dispositivo de desvio do real. Jim usa as drogas como meio criativo, mas esta não é usada para fins engajados socialmente ou moralmente. As poesias são apenas meios de expressar um interior conturbado, antagônico, esporadicamente revoltado com questões políticas, mas predominantemente permeado pela manifestação sentimental fútil. Também há o misticismo pagão (na forma do encontro do músico com uma bruxa) que acaba “naturalizando” e até mesmo “barbarizando” (pelo fato de ele passar a beber sangue para alcançar o orgasmo) a vida do artista. Mas estes são elementos de devaneio e expressão para Morrison, um momento em que a realidade parece onírica e que a poesia erótica e mística acaba fluindo quase que espontaneamente. &lt;br /&gt;Há um outro conflito que é trabalhado de modo interessantíssimo no filme, tendo muito a ver com a psicanálise e com o espiritismo. Quando Morrison é mostrado quando garoto em um flashback logo no início do filme, ele presencia um acidente de carro em que um indígena é morto. Este fato poderia apenas ser visto do viés psicanalítico como um fato traumático, porém Jim mantém contato com o espírito do índio e até mesmo incorpora o mesmo. O músico acaba sendo reconhecido como um xamã, que é o curandeiro espiritual de diversas tribos autóctones, pois ele teria a possibilidade de modificar o espírito doentio e mecânico das pessoas. Através deste fato, o filme exige um pouco de criatividade e interpretação por parte do espectador: será que Morrison está em devaneio por causa do uso de drogas ou realmente há um espírito intervindo em seu corpo? As interpretações são pessoais, porém referências, principalmente no final (última cena, quando a mulher do cantor acha seu corpo no banheiro; momentos antes, no corredor, ela vê um índio nu saindo de lá.) acabam pendendo para uma conclusão de que realmente houve uma encarnação.&lt;br /&gt; Cada lado da personalidade de Morrison é exposto, porém a parte marginal se sobrepõe pelo olhar viciado do espectador, mais interessado na parte delinqüente do que criativa do artista. O próprio público retratado no filme busca mais as atitudes do que a essência musical de Morrison. Isto também é causa do conflito interno do músico: ele não deseja apenas ser consumido, mas, sobretudo, busca que sua obra seja entendida como arte. As pessoas o vêem como um símbolo sexual, um rebelde, um símbolo do consumismo, mas esquecem que a banda surgiu, pelo menos pela parte de Morrison, como um meio de expressão artística. Jim não despreza totalmente o público, mas busca incentiva-los a transcenderem seus limites morais e legais, passando a promover orgias e performances com forte conotação rebelde. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.markayartcelebrities.com/images/MU_The_Doors_bw.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 640px; height: 446px;" src="http://www.markayartcelebrities.com/images/MU_The_Doors_bw.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Jim tem uma morbidez expressada fortemente pelo seu apreço pela morte. Não que ele odeie a vida, mas ele a curte como se cada dia fosse o último. As passagens que falam sobre morte estão muito presentes no filme. Esta seria a solução definitiva para todos os problemas da existência humana, segundo o personagem retratado no filme. Jim, neste momento, parece um escritor romântico do século XIX, sobretudo os do conhecido “Mal do Século”. Ele vê na morte inclusive a solução para o amor, quando ele sugere para sua mulher que para serem eternamente felizes eles devem morrer juntos. Ele não se mostra crente em vidas póstumas, mostra-se inclusive alheio as questões religiosas: para Jim, a morte simplesmente é o fim.&lt;br /&gt; Portanto, ao analisar o filme devemos levar em conta a questão do conflito, e ao analisar o protagonista temos que buscar, inicialmente, entender os antagonismos do mesmo separadamente. Primeiro, definimo-los, e depois para interpretá-los de modo correto os coincidimos. É impossível tentar entender um personagem tão complexo apenas pelo simples rótulo de drogado alucinado: muitos fatos ocorrem no decorrer da história para aceitarmos tal definição. Do poeta marginal, crente no amor, que aparece no início da trama, pouco sobra ao seu final. Ele vai se desintegrando a medida que usa entorpecentes e se desilude com a sua vida e com o mundo. O filme exibe muitos elementos que permitem ultrapassar a interpretação superficial, e creio que apenas uma apuração destas fará o espectador capturar a verdadeira alma de Jim Morrison segundo Oliver Stone.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7545630837433038588-7526568498864070934?l=mistocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mistocultural.blogspot.com/feeds/7526568498864070934/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7545630837433038588&amp;postID=7526568498864070934' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7545630837433038588/posts/default/7526568498864070934'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7545630837433038588/posts/default/7526568498864070934'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mistocultural.blogspot.com/2008/12/conjunto-vazio.html' title='Conjunto Vazio'/><author><name>Vinícius Fontana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01180971522397494297</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_utMqMWRCeHo/SGA1RakdbVI/AAAAAAAAACI/cXbILNjytk8/S220/P1010034.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7545630837433038588.post-14797563973373797</id><published>2008-11-17T15:28:00.000-08:00</published><updated>2008-11-17T16:23:19.199-08:00</updated><title type='text'>Machado e a questão escravagista</title><content type='html'>&lt;em&gt;Completado cem anos de sua morte, a obra do escritor carioca continua sendo motivos para estudos&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Machado de Assis é o maior escritor brasileiro de todos os tempos. A sua obra se tornou incontestável e festejada por inúmeros críticos, tal como o renomado americano Harold Bloom. Em seu livro Gênio de 2003, ele inclui Machado na lista dos cem maiores escritores do ocidente, justamente porque em suas palavras: “ele possui os pré-requisitos da genialidade, que são a exuberância, a concisão e a visão irônica, totalmente singular do mundo.” Há cem anos, o escritor carioca falecia, deixando para seu país um legado vasto, muito estudado e analisado. Uma questão, contudo, sempre foi contraditório, o modo como Machado de Assis retratava o negro, e a escravatura que vigorava no país, uma vez que ele viveu durante esse período. Tendo nascido mulato, o que pode ser evidenciado pelos retratos que existem do autor, torna ainda mais interessante saber o que o escritor pensava sobre a escravidão no Brasil, e como isso foi trabalhado, ou analisado em sua obra. Muitos críticos e autores já escreveram sobre o assunto, tais como Robert Schwarz, John Gledson e Sidney Chalhoub. Serão analisados alguns contos, entre eles, principalmente, Pai contra mãe e O Caso da Vara, onde a narrativa de Machado explora mais sobre o questão do negro, visto que, é nas entrelinhas, em que se pode encontrar a maioria de suas opiniões sobre o tema abordado. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5269776058955736514" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 238px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_X6TyaLysYS0/SSIBZ7fqJcI/AAAAAAAAAFg/t_Vej65J3-U/s320/machado+de+assis.bmp" border="0" /&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que torna Machado não um defensor explícito da questão da escravatura no país, e sim um crítico – a partir de sua literatura, e não como homem público – da difícil e complicada situação dos escravos é o modo como menciona e apresenta as relações entre o negro e o branco no devido contexto social. Através de sua refinada característica de possuir uma articulada ironia e de diversos efeitos alegóricos como a loucura, inúmeras vozes ou o riso como zombaria e paródia, o autor carioca ataca fortemente a classe social opressora, ridicularizando-a e tornando-a alvo das suas mais severas e cínicas críticas. Entretanto, quando é trabalhado o lado excluído, no caso o negro, Machado abre uma exceção, um caminho alternativo do seu estilo clássico e apresenta a escravidão de forma mais expressa, despida das alegorias que utiliza para debochar da "boa" sociedade. Um exemplo concreto disso é vista no seu conto Pai contra Mãe.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“A escravidão levou consigo ofícios e aparelhos, como terá sucedido a outras instituições sociais. Não cito alguns aparelhos senão por se ligarem a certo ofício. Um deles era o ferro o pescoço, outro o ferro ao pé; havia também a máscara de folha-de-flandres. A máscara fazia perder o vício da embriaguez aos escravos, por lhes tapar a boca. Tinha só três buracos, dois para ver, um para respirar, e era fechada atrás da cabeça por um cadeado. Com o vício de beber, perdiam a tentação de furtar, porque geralmente era dos vinténs do senhor que eles tiravam com que matar a sede, e aí ficavam dois pecados extintos, e a sobriedade e a honestidade certas. Era grotesca tal máscara, mas a ordem social e humana nem sempre se alcança sem o grotesco, e alguma vez o cruel. Os funileiros as tinham penduradas, à venda, na porta das lojas. Mas não cuidemos de máscaras." (ASSIS: 2003, p.105)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nesse excerto do conto Pai contra mãe, a opinião de Machado não aparece mais nas entrelinhas. É claro que não está totalmente exposta, mas ele muda até na forma como utiliza a sua linguagem: torna se completamente objetiva e descritiva, escrevendo quase como se fosse um texto jornalístico, entregando os fatos e não emitindo nenhuma opinião, apenas descrevendo de forma crua o que acontecia. No decorrer de toda a narrativa, o autor continua a apontar os efeitos desumanos desse sistema observados nas incoerências do ofício de caçador de escravos fugidos, representado na figura de Cândido Neves. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tal acontecimento é apresentado no conto, quando esse Cândido Neves, um dos protagonistas, empregado no baixo serviço de capturar escravos por não se adequar a outros tipos de emprego ou profissão, se vê numa situação bastante delicada: prender ou não, uma escrava desertora, grávida, que implora para não ser devolvida ao seu dono sob o pretexto de, pela rigorosa punição que receberia perder a filha que estava esperando. Candinho, como era chamado pelos seus conhecidos mais íntimos, necessitava muito do dinheiro da recompensa, caso não conseguisse sustento teria que entregar o seu filho para a Roda dos enjeitados (uma espécie de orfanato), justamente pelo estado de pobreza que atravessava. Estabelece-se então o conflito ético. E no desfecho, o mais previsível acontece, principalmente para aquele contexto e sociedade. O personagem entrega a escrava ao seu senhor, e essa, em seguida vem a abortar. Cândido Neves não tem nenhum remorso pelo ato, pois era a vida e o destino do seu filho que estavam em jogo, além do mais, tratava-se apenas de uma escrava fujona e seu filho que não nascera. São apenas essas as menções e reflexões do personagem principal, mas é nesse momento que se encontra a análise da sociedade de regime escravo por Machado. “Era apenas uma escrava fujona”, é na crueza do pensamento do caçador de humanos que se encontra uma crítica implícita à todo o sistema que imperava na época. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O historiador Sidney Chalhoub defende em seu livro “Machado de Assis historiador” que essa visão crítica tenha nascido graças ao tempo em que o escritor passou no gabinete de funcionário público. Como ele diz em seu livro, “O Machado romancista e o Machado funcionário público compartilhavam da mesma ideologia: ambos aprenderam a não esperar nada de bom da classe senhorial escravista da sociedade brasileira do século 19”. Na verdade, Machado trabalhou como funcionário público ao mesmo tempo em que os grandes debates sociais construíam uma lei que acabaria com a escravidão. O autor deixa o público perceber a respeito do estado de coisas que nos está sendo descrito, podemos descobrir "a visão machadiana da História do Brasil no século 19" , segundo Chalhoub. Para ele a História desse século é a história da crise do paternalismo, que se manifesta de modo mais contundente em 1871, quando foi discutida e promulgada a Lei do Ventre Livre. Na mesma época, Machado era chefe da segunda seção da Diretoria da Agricultura do Ministério da Agricultura, responsável por dar pareceres acerca da aplicação da Lei, cuja interpretação era muitas vezes ambígua. O romancista sempre procurou explicar a regra como "lei de liberdade", defendendo alforrias nos processos que opunham senhor e escravo. É o que revela Chalhoub, a partir de documentos encontrados em exaustiva pesquisa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No conto “O Caso da Vara”, Machado também é mais explícito em sua posição, a narrativa conta a história da fuga de um seminarista, chamado Damião. Ele vai para a casa de uma senhora, esposa do seu falecido padrinho, e lá acaba se tornando seu protegido. Acontece que o jovem Damião depende da tia, para safá-lo do possível grande castigo que o seu pai daria, quando soubesse de sua fuga. Enquanto isso, sinhá Rita, a sua madrinha, pune uma jovem escrava por ela não completar um trabalho, Lucrecia, era o nome dela. Ela e Damião haviam ficado bem amigos e um dia ele prometera “apadrinha-la”. Contudo, ele não interveio no duro castigo, pois não queria perder o apoio de sua tia, e passou a vara para a concretização do ato, enquanto ouvia gritos de súplica da escrava: “(...) Sinhá Rita, com a cara em fogo e os olhos esbugalhados, instava pela vara, sem largar a negrinha, agora presa de um acesso de tosse. Damião sentiu-se compungido; mas ele precisava tanto sair do seminário! Chegou à marquesa, pegou na vara e entregou-a a Sinhá Rita (...)’’. O trecho mostra, além de Machado abordando a questão da escravidão, os maus tratos a que os negros eram submetidos, a partir da característica egoísta e cruel do ser humano – traço muito forte no escritor carioca. Veja, o simples ato de se passar a vara para que a surra ocorra é uma metáfora crítica para as pessoas da época que não tinha coragem pra se levantar contra o regime escravocata. Também pode ser encarado como a hipocrisia e a covardia do ser humano.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O conto “Pai Contra a mãe” foi a base para o filme “Quanto vale ou é por quilo”, que mostra uma analogia entre o antigo comércio de escravos e a atual exploração da miséria pelo falso marketing social, que forma uma solidariedade de mentira. No longa também há dois eventos acontecendo simultaneamente, que são o cerne do conto “Pai Contra a Mãe”. No século XVII um capitão de Mato vai atrás de uma escrava grávida foragida em busca de dinheiro. Ao mesmo tempo, no século XX, um homem de origem humilde aceita matar uma mulher grávida por uma quantia que ajudaria ele, e a mulher grávida a criar o filho. De certa forma, é possível notar que não houve muita diferença entre as realidades – mesmo tendo passado muitos anos. Confere a afirmação de Chalhoub: Cada vez mais Machado pode ser lido, também, como um grande historiador. A obra Machadiana, complexa e abrangente em vários sentidos, é também crítica da sociedade escravista da época. Porém, não como o poeta Castro Alves, com suas hipérboles grandiosas (numa bela redundância mesmo). A evidência maior da sua crítica pode ser encontrada em dois grandes contos, "Pai Contra Mãe" e "O Caso da Vara", aqui analisados. E mesmo assim, não são evidentes o suficiente. Pode-se observar sua análise no modo como narra a história: diretamente, objetivamente e sinceramente. Machado não ficou em silêncio durante a a escravidão, usou a literatura nas entrelinhas para criticar  o modo desumano que a sociedade brasileira se comportava na época. E isso só aumenta o prestígio de um escritor já tão celebrado, tanto que suas obras são estudadas e analisadas até hoje. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7545630837433038588-14797563973373797?l=mistocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mistocultural.blogspot.com/feeds/14797563973373797/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7545630837433038588&amp;postID=14797563973373797' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7545630837433038588/posts/default/14797563973373797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7545630837433038588/posts/default/14797563973373797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mistocultural.blogspot.com/2008/11/machado-e-questo-escravagista.html' title='Machado e a questão escravagista'/><author><name>Rafael Gloria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03453718157601269122</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_X6TyaLysYS0/TNtJig_ghJI/AAAAAAAAA_c/dDieD1wtjVc/S220/Olhos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_X6TyaLysYS0/SSIBZ7fqJcI/AAAAAAAAAFg/t_Vej65J3-U/s72-c/machado+de+assis.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7545630837433038588.post-7950950715513782094</id><published>2008-09-30T15:42:00.000-07:00</published><updated>2008-09-30T15:56:25.181-07:00</updated><title type='text'>FESTIM DIABÓLICO</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_utMqMWRCeHo/SOKsQ-0HL5I/AAAAAAAAADM/acUwpzs2wGY/s1600-h/festim-diabolico-poster03.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_utMqMWRCeHo/SOKsQ-0HL5I/AAAAAAAAADM/acUwpzs2wGY/s400/festim-diabolico-poster03.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5251949523206877074" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5Cuser%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt; 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Mas um dos convidados, um antigo professor (Ruppert, interpretado pelo inesquecível James Stewart) dos assassinos acaba desconfiando de algo, e acaba desembocando em um dos mais emocionantes finais da história do cinema.&lt;span style=""&gt;      &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;O filme segue uma narrativa linear, e se passa em tempo igual tanto em termos cronológicos quanto narrativos, filmado praticamente todo em plano-seqüência (com exceção de um corte, que dá início efetivo a narrativa). Como o filme dura 80 minutos, é exatamente este o espaço de tempo transcorrido nos acontecimentos. Poucos filmes conseguiram realizar tal feito com tanto apreço, o que torna o desenvolvimento da trama ainda mais interessante.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;O filme se passa basicamente em um único ambiente, o apartamento dos assassinos. Isso acabou exigindo dos personagens uma atração muito grande para que o espectador não acabasse enjoando do filme. Mas os diálogos são muito bem escritos e a atmosfera de suspense única que foi criada por Hitchcock acaba tornando esta idéia inusitada muito apropriada ao enredo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;A apresentação das personagens ocorre nos primeiros vinte minutos de filme, com a cena inicial mostrando o assassinato de David por Brandon e Phillip, dois ex-colegas seus. O homicídio é realizado com uma corda, que passa a ser um dos objetos que guia o filme. Após esta cena, Brandon e Phillip colocam o cadáver dentro de um baú, e resolvem dar um jantar sobre este, convidando os pais de David, sua namorada Janet e o ex-namorado dela, Kenneth. Mais tarde, finalizando as apresentações, acaba chegando o antigo professor de colégio de Brandon, Ruppert, especialista em filosofia e com teorias bastante peculiares a respeito de homicídios.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_utMqMWRCeHo/SOKtrSwdx6I/AAAAAAAAADc/anDSZ-7KLkM/s1600-h/003753_12.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_utMqMWRCeHo/SOKtrSwdx6I/AAAAAAAAADc/anDSZ-7KLkM/s400/003753_12.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5251951074748516258" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;A confrontação se dá por meio de um suspense instigante, no qual a cada momento surge algum elemento que evidencie que algo há de errado com os donos da festa, especialmente na medida em que se desenvolvem os rumores sobre o desaparecimento de David. Um dos principais fatores que delatam os jovens é o nervosismo de Phillip, sendo o alvo de desconfianças por parte de Ruppert. A corda também aparece em momentos estratégicos do filme, cumprindo seu papel de objeto central da história.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;O assassinato tem como motivo as idéias baseadas no super-humano de Nietsche, que pressupõe a supremacia do intelecto superior em relação ao inferior. Ruppert era um pregador de tais idéias, e Brandon acreditou ter cometido o assassinato perfeito, e isso o confirmou como ser superior. Porém, Brandon fez uma interpretação errônea das idéias de seu mestre, e acabou sendo instigado por seu erro a cometer homicídio. A trama assim se desenrola até o final supreendente, em que o limite da interpretação humana é colocada em xeque e as convicções de um homem acabam se mostrando insuficientes para aceitar a verdade e justificar seus atos.&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_utMqMWRCeHo/SOKtgygoZVI/AAAAAAAAADU/9rlLDmDwVpM/s1600-h/Rope.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_utMqMWRCeHo/SOKtgygoZVI/AAAAAAAAADU/9rlLDmDwVpM/s400/Rope.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5251950894293476690" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;O interessante é perceber como os elementos da narrativa acabam se juntando em um momento e em um objeto, a corda. A história não tem narrador, e as diversas tramas paralelas são desenvolvidas para acabar dando um suspense à história principal, que é a do assassinato. O filme é muito interessante por este aspecto também: todas as outras tramas, como o romance de Kenneth e Janet, ficam por conta do julgamento do espectador, enquanto apenas o caso do assassinato é totalmente desenvolvido pelo diretor, concluindo assim uma de suas obras mais magníficas e com a narrativa mais interessante de todas já feitas por ele.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7545630837433038588-7950950715513782094?l=mistocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mistocultural.blogspot.com/feeds/7950950715513782094/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7545630837433038588&amp;postID=7950950715513782094' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7545630837433038588/posts/default/7950950715513782094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7545630837433038588/posts/default/7950950715513782094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mistocultural.blogspot.com/2008/09/festim-diablico.html' title='FESTIM DIABÓLICO'/><author><name>Vinícius Fontana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01180971522397494297</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_utMqMWRCeHo/SGA1RakdbVI/AAAAAAAAACI/cXbILNjytk8/S220/P1010034.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_utMqMWRCeHo/SOKsQ-0HL5I/AAAAAAAAADM/acUwpzs2wGY/s72-c/festim-diabolico-poster03.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7545630837433038588.post-5008825996750786549</id><published>2008-09-23T20:16:00.000-07:00</published><updated>2008-09-23T20:28:11.279-07:00</updated><title type='text'>Touro Indomável</title><content type='html'>Tudo começou em 1974 durante as gravações do Poderoso Chefão: Parte II, no qual Robert De Niro interpretava Vitor Corleone, líder da família mafiosa, quando jovem. Durante as filmagens, o ator começou a ler a biografia de Jake La Motta, um famoso boxeador, conhecido pela sua vida conturbada, repleta de conflitos e se fascinou pela história. A partir disso, De Niro resolveu que convenceria o companheiro, Scorcease, a fazer o filme. Quatro anos mais tarde, depois de escapar de uma overdose de cocaína, o diretor foi aconselhado pelo amigo a abandonar as drogas e a fazer o filme sobre boxe. “Mas eu não sei nada sobre boxe”, teria respondido o cineasta. Mesmo não conhecendo muito o esporte, o diretor acabou cedendo as pressões de De niro, e realizou o filme, que acabou se tornando um dos melhores de sua carreira. &lt;div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5249422608112779378" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_X6TyaLysYS0/SNmyDKh3gHI/AAAAAAAAAE4/lRC55abYibI/s320/raging_bull.JPG" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Talvez por não ter o conhecimento especializado, Scorcease tenha feito um filme tão envolvente, visto que, acima do boxe, o tema crucial de Touro Indomável é justamente a personalidade fragmentada e explosiva de um homem que não sabe lidar com os seus problemas. Aqui é possível traçar um parâmetro com o momento em que o diretor vivia (as drogas e a dificuldade de abandoná-las), além do seu conhecido temperamento natural se assemelhar ao de La Motta. Podemos observar esse misto de personalidades ao contemplar a primeira cena do filme, onde o personagem de De Niro se aquece no ringue, antes de uma luta, ao som de uma ópera do compositor italiano, Pietro Mascagni – escolhido a dedo por Scorcease para fornecer a trilha sonora do filme. A cena nos apresenta todo o contraste do lutador, tão natural no ringue: seus socos voam no ar, a cabeça baixa, a posição de ataque, os pequenos pulos de aquecimento, combinando perfeitamente com a música, como se ela embalasse seus golpes, clamando os passos pesados de campeão. Um bailarino pronto para o espetáculo, no qual o ringue é o palco onde ele se apresenta e que parece ser o seu habitat. Em contraste com o preto e branco exuberante em que o cineasta resolveu filmar Touro Indomável, as palavras “Racing Bull” aparecem em vermelho, logo no início da cena. O PB foi um recurso que se mostrou muito útil para o filme, Scorcease o escolheu justamente porque seria um diferencial dos outros inúmeros filmes de boxe, que surgiam na época, embalados pelo fenômeno Rocky.&lt;br /&gt;Mas ao contrário do filme de Stallone, Touro Indomável conta a história da ascensão e queda de um boxeador que sempre lutou por ele mesmo, reconhecimento e dinheiro. Diferentemente do personagem Rocky, que almejava provar algo, e embevecer o ego americano com a história clichê do campeão que consegue superar os obstáculos. No filme de Scorcease, os obstáculos são os grandes atrativos. Não somos convidados a gostar de La Motta, ao contrário, na maior parte do tempo temos raiva, abominamos os seus atos, ficamos angustiados com as suas explosões sem sentido. São essas ações que despertam o interesse do público, e é nessa parte que De niro rouba a cena, o ator que passou algum tempo tendo aulas de boxe com o próprio La Motta, realmente dá um banho de atuação. Até o modo como ele fala é bem apresentado, o sotaque, as gírias da época, o modo de andar, e de se locomover no ringue, como o verdadeiro boxeador. São as pequenas sutilezas da atuação que mostram o grande trabalho desse ator. Contudo o que mais chama a atenção é a sua transformação, De Niro engordou 25 quilos para fazer o papel do La Motta velho, uma das primeiras grandes modificações de um artista para interpretar um papel. Não foi à toa que ganhou o Oscar de melhor ator naquele ano, mérito da academia que reconheceu o seu talento. Joe Pesci como coadjuvante também está soberbo, irmão de La Motta, ele serve como consciência do protagonista, mas não tem sucesso nas suas investidas. O momento da grande briga com o irmão é uma das grandes rupturas do longa, a partir dali, observamos a decadência de La Motta, que depois abandona as lutas, e perde a mulher. Mais tarde ele parece encontrar a redenção no entretenimento, virando um apresentador, recitando textos consagrados, velho, gordo, sozinho, mas satisfeito. Aliás, um dos grandes temas de Scorcease é justamente a questão da redenção, seus personagens parecem de certa forma, sempre buscar um meio de exilar seus pecados. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5249423353534910978" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_X6TyaLysYS0/SNmyujcWkgI/AAAAAAAAAFA/oP5JKMNfd9M/s320/de+niro+transforma%C3%A7%C3%A3o.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Utilizando-se de cortes rápidos, principalmente nas cenas da luta, a montagem frenética de Telma Schoonmaker é outros dos atrativos do filme. Ela é uma das parceiras frequentes de Scorcease, participando de vários filmes do diretor. É como se estivéssemos realmente dentro do ringue, levando e dando socos. Todos os movimentos são mostrados, a câmera de Scorcease não nos deixa perder uma troca de pés, estamos ao lado dos lutadores, sentimos o clima da platéia, suas vozes e gritos. A montagem cumpre o papel de conduzir a narrativa, fazendo o filme fluir como a personalidade de La Motta: alternando planos calmos, seguidos de violentos estouros de narrativas. Como pano de fundo a obra do compositor italiano, cuja o tema que mais se destaca é a excelente Cavalleria Rusticana: Intermezzo, a mesma que aparece na primeira cena.&lt;br /&gt;La Motta esteve presente durante a maioria das filmagens, subiu nos ringues para ajudar De Niro e auxiliou em dúvidas e questões sobre o filme. Dizem que após ele ter visto o longa, ficou perplexo e resolveu perguntar para sua ex-mulher se era mesmo desse modo violento, possessivo e doentio como ele a tratava, ela teria dito “que era pior ainda”. Quem interpreta Vicky, a bonita esposa de La Motta é a estreante Cathy Motiarty's. Modelo, ela conseguiu o papel por meio de testes. Como atriz foi regular, cumpriu seu papel, que era mais aparecer, ser um objeto que o lutador ostentava, do que necessariamente encenar. Não é que não seja uma boa atriz, o papel não era de bom grado para uma maior performance. Detalhe para a cena em que o marido a acerta no olho, uma tomada tão crua e verdadeira, que o espectador se sente mal.&lt;br /&gt;Touro Indomável veio para revitalizar a carreira de Scorcease, depois de seu reconhecimento por Taxi Driver o diretor oscilou na qualidade de seus filmes e se encontrou com a filmagem da vida de um boxeador que não sabia lidar com os problemas de sua vida pessoal e profissional. Um filme que merece ser visto, ou melhor: apreciado. Tanto pelo modo cruel e conciso como foi filmado, por meio de um preto e banco primoroso, quase que uma pintura, como pela velocidade e violência de sua montagem. E junto a isso a força de um Robert De Niro no mais elevado nível de atuação, juntamente a Scorcease conduzindo como uma verdadeira ópera todos esses elementos. Certamente não poderia ser criado uma obra fraca, Touro Indomável concorreu a inúmeros prêmios e até hoje entra na lista de melhores filmes de todos os tempos.&lt;/p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.cinemacomrapadura.com.br/filmes/imgs/touro_indomavel09.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7545630837433038588-5008825996750786549?l=mistocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mistocultural.blogspot.com/feeds/5008825996750786549/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7545630837433038588&amp;postID=5008825996750786549' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7545630837433038588/posts/default/5008825996750786549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7545630837433038588/posts/default/5008825996750786549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mistocultural.blogspot.com/2008/09/touro-indomvel.html' title='Touro Indomável'/><author><name>Rafael Gloria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03453718157601269122</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_X6TyaLysYS0/TNtJig_ghJI/AAAAAAAAA_c/dDieD1wtjVc/S220/Olhos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_X6TyaLysYS0/SNmyDKh3gHI/AAAAAAAAAE4/lRC55abYibI/s72-c/raging_bull.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7545630837433038588.post-3385494050204832236</id><published>2008-08-04T15:29:00.000-07:00</published><updated>2008-08-04T15:40:13.962-07:00</updated><title type='text'>LOVE- FOREVER CHANGES</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_utMqMWRCeHo/SJeEdGxWdcI/AAAAAAAAAC0/85qAo0zXhWg/s1600-h/Love+-+2001+-+Forever+Changes+-+Front.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_utMqMWRCeHo/SJeEdGxWdcI/AAAAAAAAAC0/85qAo0zXhWg/s400/Love+-+2001+-+Forever+Changes+-+Front.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5230795127782798786" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Um dos álbuns mais interessantes que eu já ouvi é o “Forever Changes”, de 1967 da banda “Love”, de São Francisco. A banda é desconhecida aqui no nosso país, mas muito famosa nos Estados Unidos como a banda inspiradora do The Doors (ou como a maior concorrente deles) e a banda favorita de Syd Barret (Ex-Pink Floyd). Acabei chegando até este disco por um simples comentário presente no filme “The Doors” de Oliver Stone em que uma pessoa que está na fila de um show &lt;st1:personname productid="em S￣o Francisco" st="on"&gt;em  São Francisco&lt;/st1:personname&gt; fala : “Já ouviu Love? É a banda do Arthur Lee. É muito boa também.” Fiquei curioso e resolvi baixar o disco mais famoso deles, “Forever Changes”. O que era apenas para matar uma simples curiosidade, acabou virando uma das minhas maiores paixões, e o trabalho desta banda passou a ser um dos mais apreciados por mim.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;A banda surgiu em 1965 &lt;st1:personname productid="em S￣o Francisco" st="on"&gt;em São  Francisco&lt;/st1:personname&gt; em uma época cheia de crítica social (especialmente com Bob Dylan) e psicodelismo. São Francisco era um celeiro de pequenas bandas que faziam tal tipo de música, mesclando ainda folk com blues, como Jefferson Airplane, Grateful Dead, Big Brother and The Holding Company e claro, The Doors. A cidade litorânea também favorecia a sensualidade das mulheres de biquíni e o uso de drogas, o que dava um tom diferenciado ao ritmo que se fazia em tal local. A Califórnia é um estado acometido por desertos, montanhas e litoral em sua estreita faixa, o que também gerou uma mescla muito grande de ritmos e culturas. Tudo isso favoreceu muito o desenvolvimento de uma musicalidade rica e singular.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;As gravadoras resolveram fazer deste movimento politizado e artístico uma fonte de lucros e acabaram propondo contratos milionários à diversas bandas, entre elas o Love, que em 1966 acabou assinando seu compromisso e lançou o disco “Love” em 1966. Bom disco, com destaque para a música “My little red book”, mas longe da qualidade do terceiro disco da banda “Forever Changes”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;O álbum era para ser produzido por Neil Young, mas este acabou envolvendo-se em outro projeto, contribuindo apenas para a música “The Daily Planet”. O disco retrata o ano de 1967 e é o mais politizado de todos. Aliás, talvez o nome mais adequado para a banda neste momento seria “Peace”, pois a paz é o maior apelo da obra, além, é claro, da temática do amor que permeia toda a obra do grupo.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_utMqMWRCeHo/SJeE24DJIiI/AAAAAAAAAC8/7R3TsyZjzR4/s1600-h/Love+-+2001+-+Forever+Changes+-+Inlay.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_utMqMWRCeHo/SJeE24DJIiI/AAAAAAAAAC8/7R3TsyZjzR4/s400/Love+-+2001+-+Forever+Changes+-+Inlay.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5230795570507489826" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;As críticas são geralmente sutis, sem muita agressividade e recheadas de lirismo. A primeira música do álbum, “Alone Again or”, é um pequeno ode ao amor não correspondido com um dos arranjos mais bonitos do rock’n roll. Já a segunda música “My House is not a motel” possui uma veia mais crítica o caos da cidade, com expressões do tipo: “água virando sangue” e “o verde ficando cinza”. Esta música é citada por Robert Plant, vocalista do Led Zeppelin como uma das dez melhores de todos os tempos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;A terceira música”Andmoreagain” fala sobre a confusão do amor carnal e do sentimental, em um arranjo mais simples, sem a grande complexidade vista na música anterior. É umas das músicas mais fracas do álbum. A música quatro “The Daily Planet” narra um cotidiano caótico como se fosse uma notícia lida de um jornal. Um arranjo mais rock´n roll puro, sem muitas quebras de ritmo, porém muito interessante e com uma das letras mais legais do álbum. A quinta música se chama&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;“Old Man” e é uma reflexão sobre a velhice, com uma letra atraente e ritmo suave, realmente perfeito para refletir a mensagem nostálgica da música.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;A música seguinte “The Red Telephone” é uma das mais psicodélicas do álbum e a que fala mais explicitamente sobre a guerra e suas contradições, mostradas por paradoxos na própria letra, que as vezes parece não se encaixar, mas que fazem todo um sentido dentro do contexto. &lt;span style=""&gt;"Maybe the People Woud be the Times or Betwen Clark and Hilldale"&lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt; é outra música mais simples e sem muita reflexão, a exemplo de “Andmoreagain”. &lt;/span&gt;É uma música realmente mais para se ouvir e curtir do que para pensar. “Live and Let Live” é a oitava música e é a mais conhecida da banda. Novamente trata da guerra, mas de maneira mais branda do que “The Red Telephone”, mas possui um arranjo fantástico e uma letra muito boa. Uma das melhores do álbum.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;A nona música chama-se “The Good Humour Man He Sees Everything Like This” e é a mais experimental de todas tanto em termos de arranjo, composição e letras. Muito legal para quem gosta do estilo, mas que com certeza traz diversos conceitos musicais legais para todos os que se interessam pela arte. “Bummer in the Summer” é uma música &lt;st1:personname productid="em que Lee" st="on"&gt;em que  Lee&lt;/st1:personname&gt; canta em ritmo acelerado, quase como um rap anos 60 (se é que podemos chamar assim”. É uma das músicas mais “quentes” do disco, mas perde um pouco na sua letra. Por fim, a minha música predileta do álbum “You Set the Scene”. É a música mais longa do álbum e antecipa alguns conceitos que seriam usados posteriormente na Opera Rock. A letra é completamente solta e muito atraente musicalmente, apesar de não ter um sentido conotativo mais expressivo. O arranjo é o melhor do álbum, sem dúvida, com uma instrumentalização maravilhosa feita com a maestria de todos os seis integrantes da banda.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Enfim, Forever Changes é um álbum que segue sua linha sem grandes quebras, sendo um dos álbuns mais apreciados pelos artistas e também pela crítica ( A Rolling Stones o elegeu o 40° melhor álbum de  todos os tempos).  Recomendo este disco para todas as pessoas que apreciam um bom rock'n roll e que buscam um som diferente mas com a qualidade dos anos 60.&lt;/p&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_utMqMWRCeHo/SJeFLmf1QHI/AAAAAAAAADE/iSk5jpCUd-M/s1600-h/Love+-+2001+-+Forever+Changes+-+Back.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_utMqMWRCeHo/SJeFLmf1QHI/AAAAAAAAADE/iSk5jpCUd-M/s400/Love+-+2001+-+Forever+Changes+-+Back.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5230795926573236338" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="display: none;"&gt;lbum que segue sua linha sem grandes quebras, sendo um dos ntes da banda.a Rock. musicais legais para todos os que se interessa&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7545630837433038588-3385494050204832236?l=mistocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mistocultural.blogspot.com/feeds/3385494050204832236/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7545630837433038588&amp;postID=3385494050204832236' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7545630837433038588/posts/default/3385494050204832236'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7545630837433038588/posts/default/3385494050204832236'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mistocultural.blogspot.com/2008/08/love-forever-changes.html' title='LOVE- FOREVER CHANGES'/><author><name>Vinícius Fontana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01180971522397494297</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_utMqMWRCeHo/SGA1RakdbVI/AAAAAAAAACI/cXbILNjytk8/S220/P1010034.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_utMqMWRCeHo/SJeEdGxWdcI/AAAAAAAAAC0/85qAo0zXhWg/s72-c/Love+-+2001+-+Forever+Changes+-+Front.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7545630837433038588.post-7132627975535260352</id><published>2008-07-31T20:00:00.000-07:00</published><updated>2008-07-31T20:15:08.668-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Sangue Negro</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Até quando – e até o quanto – a ganância pode enraizar-se na alma humana? Paul Thomas nos apresenta nesse filme - épico um homem que parece ter a absorvido e transformado-a na sua maior ferramenta para o sucesso e, também, para a própria perdição. A fé é a outra palavra do longa, que traz uma briga de ideologias que nunca deixou de ser atual.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5229379802686076306" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_X6TyaLysYS0/SJJ9OV60tZI/AAAAAAAAAEg/0hwbNZ_O5uo/s320/sangue_negro_1_gde.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há alguns anos, o Oscar de melhor ator tem agraciado as interpretações de personagens reais, como Philip Seymour Hoffman por &lt;em&gt;Capote&lt;/em&gt; em 2006 e Helen Mirren, atuando como Elizabeth II em &lt;em&gt;A Rainha&lt;/em&gt; no ano passado. Não vejo grandes problemas nisso, mas valorizo por demais a criação original, uma vez que inventar um personagem, caracterizá-lo individualmente para estilizá-lo com o público – e para o público – é das tarefas mais árduas. E o roteiro de Paul Thomas , que também dirigiu o filme, valoriza justamente isso. O script foi livremente baseado no romance clássico “Oil” de Upton Sinclair e é basicamente um épico, isto é, conta a saga da vida de Daniel Plainview, que de um simples mineiro de prata transforma-se em um magnata do petróleo – ganhador da vida pelo própio esforço. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O dono do filme tem nome, e ele se chama Daniel Day Lewis..&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5229380298371329730" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_X6TyaLysYS0/SJJ9rMfZbsI/AAAAAAAAAEo/z7YZolI-wWc/s320/sangue+negro+2.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O britânico, ganhador do Oscar de melhor ator em 1987 por &lt;em&gt;Meu pé Esquerdo&lt;/em&gt; e agora em 2008 também (prêmio tremendamente justo), e indicado mais duas vezes por &lt;em&gt;Em nome do pai&lt;/em&gt; (1993) e &lt;em&gt;Gangues de Nova York&lt;/em&gt; (2002) é o principal expoente desse filme. Toda a carga emotiva e densa está de algum modo relacionado a suas emoções, traduzem os pensamentos, por meio da fotografia cinzenta, da música transtornante que harmozina-se perfeitamente com as suas atitudes. Day Lewis mostra toda a sua capacidade técnica, capaz de tirar um personagem do papel e transpô-lo fielmente e, o mais importante, cativamente, para o público. Tem o auxílio do ator Paul Dano (&lt;em&gt;Show de Vizinha, Pequena Miss Sunshine&lt;/em&gt;), que interpreta o padre Eli Sunday, atuando como o contraponto de Plainview, em uma bela atuação de pároco demagogo que, conforme o petroleiro também quer constituir seu império. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Nós fazemos no escuro com sorrisos em nossos rostos...&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O filme não se perde em nenhum momento, sendo leal, até ao fim, as convicções de Daniel Plainview. Todos os impulsos e vontades que guiam esse homem o levam a fama, ao sucesso, mas também a derrota. Uma vez que está sempre desconfiado em relação aos outros, como ele mesmo afirma na já antológica frase “ eu vejo o pior nas pessoas”, nunca será realmente feliz. Aliás, esse é um sentimento encontrado por ele somente, quando consegue ultrapassar um obstáculo para aumentar seu domínio petroleiro. A sua relação com o filho – na verdade adotado de um amigo que morrera no trabalho – também é totalmente dominadora ( ainda que ele nutra sentimentos reais, a ganância é mais forte ), tanto que quando ele perde a capacidade de escuta, é como se não fosse mais útil aos seus planos. Pois ele não pode ser mais influênciado por suas palavras. O primeiro diálogo do filme só aparece após 11 minutos e 33 segundos, talvez uma explícita referência a &lt;em&gt;2001 – Uma Odisséia no Espaço&lt;/em&gt;, só que aqui, observamos a o início da descoberta do petróleo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Traçando paralelos...&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5229380840489141218" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_X6TyaLysYS0/SJJ-KwCWw-I/AAAAAAAAAEw/3Xa8ldEDQDg/s320/sangue%2Bnegro.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Interessante é ver a luta de ideologias entre o pospector e o padre, a eterna rixa entre as diferentes formas de se observar a fé. Em uma cena já antológica, Daniel é exorcisado e batizado por Eli, que o manda repetir palavras, tais como nós podemos ver em qualquer igreja evangélica. Plainview mesmo abosolutamente contra, obdece pois necessitava do apóio da congregação para expandir seus negócios. Jà nas últimas cenas, quando o padre “visita” o petroleiro para tentar chantageá-lo, observamos a vingança de Daniel, fazendo a mesma coisa, em uma analogia era como se estivesse tirando toda a veradade suja do padre, prospectando a avassalodora ganância –assim como a dele.&lt;br /&gt;A metáfora que permeia todo filme é o da sucção, o petroleiro além de ir atrás do “sangue negro” perdido embaixo das terras de seu país, acaba também encontrando as qualidades ruins das pessoas, e as próprias também. O filme já nasceu um novo clássico absoluto, tendo umas das melhorações atuações dessa primeira década.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7545630837433038588-7132627975535260352?l=mistocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mistocultural.blogspot.com/feeds/7132627975535260352/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7545630837433038588&amp;postID=7132627975535260352' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7545630837433038588/posts/default/7132627975535260352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7545630837433038588/posts/default/7132627975535260352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mistocultural.blogspot.com/2008/07/sangue-negro.html' title='Sangue Negro'/><author><name>Rafael Gloria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03453718157601269122</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_X6TyaLysYS0/TNtJig_ghJI/AAAAAAAAA_c/dDieD1wtjVc/S220/Olhos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_X6TyaLysYS0/SJJ9OV60tZI/AAAAAAAAAEg/0hwbNZ_O5uo/s72-c/sangue_negro_1_gde.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7545630837433038588.post-5880306979532106055</id><published>2008-07-27T13:36:00.000-07:00</published><updated>2008-07-31T19:50:15.913-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Onde os fracos não têm vez</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Filmes que falam sobre a passagem do tempo, se não bem estruturados, normalmente perdem a capacidade de atração. Porém, os irmãos Coehen conseguem manter no longa uma tensão tão bem amarrada que chega a ser difícil desviar os olhos da tela. O grande campeão do Oscar de 2008 está chegando agora nas videolocadoras do país.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5227800354122979090" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_X6TyaLysYS0/SIzguVgpVxI/AAAAAAAAAEY/php2mwdt7nI/s320/tommy+lee+jones.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Poucas coisas são mais importantes que nomes, é a velha idéia do significado e do significante; toda nomenclatura carrega um fardo, e ao mesmo tempo em que se explícita também esconde uma poderosa história. É uma pena que os tradutores dêem tão pouco importância a esse fato: &lt;em&gt;Onde os Fracos não têm vez&lt;/em&gt;, no original é &lt;em&gt;No Country for an Old Men&lt;/em&gt;, a troca do adjetivo "old" (velho; antigo) para fraco destoa toda uma preocupação pela qualidade. É claro que não abala a estrutura do filme, mas faz nos pensar que alguns tradutores deveriam consultar algum manual de instrução. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;E quem seria o "velho" do filme? A metáfora cai como uma luva para os costumes e a tradição do personagem de Tommy Lee Jones (de &lt;em&gt;MIB - Men in Black&lt;/em&gt;), Ed Tom Bell, xerife de uma típica cidade provinciana do estado do Texas. O chefe da polícia local é um homem que tem orgulho de não carregar uma arma consigo, um dos últimos representantes de sua espécie, como ele diz no filme. Porém, não é um indivíduo retrógrado como se pode imaginar, ao contrário, simplesmente não consegue se adaptar as mudanças dos tempos. Logo, é o personagem mais em "não-trânsito" do longa, e - ainda assim - é o protagonista. Uma deixa para a idéia central que os diretores pretendem transmitir: nada é estático na vida, as ações e os costumes de mudam de tempos em tempos; não se pode manter sempre as mesmas ações. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quem tem essa noção - mas que apresenta de uma forma espantosamente violenta - é o assassino Antonio Chigurh, interpretado pelo ator espanhol Javier Bardem (de &lt;em&gt;Mar Adentro&lt;/em&gt;). Aliás, durante a sua primeira aparição já é demonstrada toda a sua capacidade de "movimento". A arma que utiliza é, no mínimo, inusitada, porém se mostra bem eficiente em suas mãos. Na primeira cena, ele surge preso por um policial na estrada seca e arenosa do deserto. Ao mesmo tempo, a câmera corta para o seu antagonista, o ex-veterano de guerra Llewelyn Moss, papel do ator Josh Brolin (de &lt;em&gt;Grindhouse&lt;/em&gt;). Esse é o homem em transição, sua ambição fala mais alto do que seus impulsos naturais. Na tomada, uma nuvem atrapalha a sua caça, e Moss erra o tiro no cervo, de repente somos levados novamente para Chigurh, matando inescrupulosamente o policial que o prendera. Esse jogo de cena demonstra todo o abismo que há entre os dois personagens. Suas naturezas talvez não sejam tão distintas, mas as capacidades de ambos certamente são.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;E é essa capacidade unida com a ação do assassino que mais chama a atenção no filme. A evolução do crime, contida em uma frieza absurda, como no momento em que ele aposta a vida de um homem no jogo de cara e coroa, caso tudo estivesse decidido no destino. Não foi a toa que o espanhol faturou o Oscar de melhor ator coadjuvante de 2008. Ele conseguiu passar o espírito da mudança do crime, que ocorreu na década de 80, nos Estados Unidos, com o aumento do tráfico, principalmente na divisa com o México. Um novo tipo de bandido estava em cena, frio, sem noção, cruel. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5227797947468391378" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 116px; TEXT-ALIGN: center" height="128" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_X6TyaLysYS0/SIzeiQBeo9I/AAAAAAAAAEI/z2LN3SfuB8Y/s320/onde+os+fracos+(olhos.jpg" width="320" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O enredo do filme é baseado num livro do escritor americano Cormac Mccarthy e se passa em meados da década de oitenta. Uma grande quantidade de dinheiro – original do tráfico de drogas – é encontrada por um veterano do Vietnã, Moss, que decide ficar com os dois milhões de dólares. Em seu encalço, um assassino frio e psicótico, Antonio Chigurh, que faz de tudo para encontrá-lo. No caminho o xerife Bell, que tenta prender o criminoso. Mas a trivialidade do roteiro é só aparente, ele se encaixa perfeitamente na idéia dos diretores, que foram fiéis na adaptação do livro. E isso foi conquistado por meio da ótima construção dos personagens,  principalmente devido a qualidade dos diálogos. Cada palavra está exatamente no lugar certo. Aliás, aqui é cabível a metáfora do escritor alagoano Graciliano Ramos que dizia “ se deve escrever como as lavadeiras de alagoas fazem seu ofício, que lavam o pano, e o torcem até a última gota”. É a analogia perfeita para &lt;em&gt;No country for an old men&lt;/em&gt;, toda palavra, toda a cena, toda a falta de som, foi racionalmente planejada com o intuito de se fazer um filme seco e profundo. A idéia da passagem de tempo, e da mudança de costume permeia os três grandes personagens e é hasteada, como uma bandeira, no monólogo final do xerife Bell.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5227798701928408386" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_X6TyaLysYS0/SIzfOKmw5UI/AAAAAAAAAEQ/SyNlfQ2Xo4k/s320/onde-os-fracos-nao-tem-vez+deserto.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ganhador de quatro prêmios da academia, entre eles o de melhor filme e o de melhor diretor, &lt;em&gt;Onde os Fracos Não Têm Vez&lt;/em&gt; é o gande longa dos irmãos Coehen e merece ser visto. Principalmente pelo tema que aborda, conseguindo ser profundo a partir de uma premissa completamente simples. Assim como a maioria dos filmes deveriam ser e - quem sabe - como a vida deveria ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7545630837433038588-5880306979532106055?l=mistocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mistocultural.blogspot.com/feeds/5880306979532106055/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7545630837433038588&amp;postID=5880306979532106055' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7545630837433038588/posts/default/5880306979532106055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7545630837433038588/posts/default/5880306979532106055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mistocultural.blogspot.com/2008/07/onde-os-fracos-no-tm-vez.html' title='Onde os fracos não têm vez'/><author><name>Rafael Gloria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03453718157601269122</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_X6TyaLysYS0/TNtJig_ghJI/AAAAAAAAA_c/dDieD1wtjVc/S220/Olhos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_X6TyaLysYS0/SIzguVgpVxI/AAAAAAAAAEY/php2mwdt7nI/s72-c/tommy+lee+jones.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7545630837433038588.post-4465549709874304600</id><published>2008-06-25T13:59:00.000-07:00</published><updated>2008-06-25T15:12:54.430-07:00</updated><title type='text'>O Expresso da Meia-Noite</title><content type='html'>"&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Expressividade, suspense e expectativa levadas ao  extremo. O melhor trabalho de Alan Parker&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_utMqMWRCeHo/SGLCdiG4diI/AAAAAAAAACs/VvbbHRkAf20/s1600-h/midnight-express-739.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_utMqMWRCeHo/SGLCdiG4diI/AAAAAAAAACs/VvbbHRkAf20/s400/midnight-express-739.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5215945131076122146" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;        Certo dia, estava na locadora buscando um filme perfeito para se ver nos fins de semana. Aquele que tem o árduo papel de ser o protagonista dos sábados sem futebol e sem programa de noite. Passava meus olhos pelas prateleiras lotadas de novidades, mas nenhuma delas chegou a me fisgar. Então resolvi ir na sessão que mais gosto: suspense. Mas boa parte dos filmes eu já havia visto e outros nem queria saber como eram. Uma decepção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Ia saindo da locadora com uns trocados no bolso mas nenhum filme para ver. Quando passo pela sessão de drama, vejo uma capa preta, com a imagem de um homem algemado e com o título:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;           "Expresso da Meia Noite. Um filme de Alan Parker"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Eu logo paro e penso: Alan Parker... Alan Parker... Onde já ouvi esse nome?&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;br /&gt;        Após um pouco de reflexão lembro-me da animação dos martelos vermelhos marchando ao som de "Waiting For The Worms" do Pink Floyd. Claro, Parker foi o diretor deste que é um dos meus filmes prediletos. E também me recordo de que ele havia feito o fabuloso "Angel's Heart" (Coração Satânico) com o genial Robert de Niro. Parker é um direitor muito conceituado por diversos críticos, mas alguns dizem (e eu concordo) que seus filmes tem ápices muito bons, mas as partes de "miolo", ou seja, aonde se desenvolve a maior parte da história, ele perde um pouco a linha e o filme pode se tornar tedioso. Mas resolvi pegar o filme por acreditar que esta é uma crítica verdadeira, porém que não justifica descrença na genialidade do diretor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Para falar um pouco mais de Parker, basta dizer que ele é um diretor Inglês, e você nota uma forte influência de Hitchcock em suas obras. Realizou, além dos filmes acima citados, o filme "Evita" com Madonna (No chores por mi Argentina!) , "Mississipi em Chamas" e  "The Life os David Gale". Tem uma richa famosa com Oliver Stone da qual ninguém sabe muito bem o motivo, mas alega-se que ele um dia tenha dito "Como um drogado como o Stone pode fazer o roteiro de um dos remakes mais aguardados da história? (Referindo-se a Scarface de Brian de Palma)" Vale ressaltar que no "Expresso da Meia-Noite" eles trabalharam juntos, e eram grandes companheiros nesta época, sendo que ganharam inclusive dois oscars pelo filme. Ele também é frequentemente associado a finais mornos, alguns bastante tristes, refletindo o que é uma forte característica de seus filmes: a melancolia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Mas agora, falando do filme...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Ele é baseado em uma história real, na qual Billy Hayes (Brad Davies, o ator, não o jogador de futebol americano...) é interceptado pela polícia turca com dois quilos de haxixe que seria levado para a América. Hayes acaba preso e tem que se separar de sua namorada Susan (Irene Miracle).  Billy acaba tendo que viver no cárcere de uma prisão típica de terceiro mundo enquanto aqguarda seu julgamento. Lá ele passa por experiências únicas, exixtentes apenas dentro daquele meio, como fazer amizades com presidiários, sofrer com a corrupção de policiais, e a falta que lhe faz uma mulher. São ingredientes que se condensam e constroem um dos filmes mais ricos em expressividade que há.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;        A trama é riquíssima em termos construtivos, em grande parte pela excelência de Stone no roteiro, amenizando os problemas que Parker tem com as cenas de "miolo", mas ainda nota-se um demasiado esforço para melhorar este quesito, com cenas que apelam para aspectos mais fortes (alguns exageradamente postos pelo diretor). Ele parece dedicar muito tempo a cenas sem grande relevância na trama para exatamente atingir o clímax, o que causa um pouco de dispersão . Mas sua qualidade técnica como diretor é notável. Há uma qualidade na manipulação de uma câmera móvel (porém não frenética como as atuais), técnicas de slow-motion e ângulos que reforçam, por si mesmas, a expressividade do filme. Ela busca despertar os sentimentos de quem assiste a obra, e neste quesito, Parker é um dos diretores mais bem-sucedidos. Sua filmografia é comparável a de Brian de Palma em Carrie, a Estranha, tamanho seu sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        O cenário (basicamente só a prisão, o que facilita a construção deste)  passa uma sensação de repulsa pelo lugar que não se verifica em muitos outros filmes que aparecem prisões (como Love Comes to the Executioner e no próprio Laranja Mecânica). a prisão é um lugar hostil, de paredes rústicas, úmida e quente. Há críticas a respeito desta construção de Parker, pois ele hostilizaria a condição das cadeias turcas. Mas eu acho que é aí onde se instaura o espaço de denúncia não só dos cárceres deste país, mas nos de todo o mundo.  Além do mais, o retrato está bastante fiel com o que aconteceu com o personagem real, portanto, todos os agentes supostamente preconceituosos agiram a favor do manifesto de fidelidade aos fatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        A trilha sonora é muito boa, mas não chega a fugir disso. Ela é tangente as cenas, mas não chega a ser impositiva, ela é bastante discreta, talvez até pelo fato de os elementos visuais serem muito fortes. A iluminação é bastante sombria, como se espera de um filme de Parker, mas caiu muito bem em diversas cenas por dar a sensação de realmente estar em uma prisão e reforçar a claustrofobia sentida pelo espectador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Realmente não me arrependo de ter gasto aquele dinheirinho de dois almoços no RU para ver esta grande obra, istigante, expressiva, e que mostra a força psicológica do homem para superar as condições mais adversas ao seu meio, além de ser capaz de descobrir o valor das pessoas nos lugares mais inesperados.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7545630837433038588-4465549709874304600?l=mistocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mistocultural.blogspot.com/feeds/4465549709874304600/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7545630837433038588&amp;postID=4465549709874304600' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7545630837433038588/posts/default/4465549709874304600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7545630837433038588/posts/default/4465549709874304600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mistocultural.blogspot.com/2008/06/o-expresso-da-meia-noite.html' title='O Expresso da Meia-Noite'/><author><name>Vinícius Fontana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01180971522397494297</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_utMqMWRCeHo/SGA1RakdbVI/AAAAAAAAACI/cXbILNjytk8/S220/P1010034.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_utMqMWRCeHo/SGLCdiG4diI/AAAAAAAAACs/VvbbHRkAf20/s72-c/midnight-express-739.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7545630837433038588.post-6533105545550120368</id><published>2008-06-24T10:50:00.000-07:00</published><updated>2008-06-24T13:23:42.984-07:00</updated><title type='text'>Paul is dead, man!? Miss him, miss him!</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_X6TyaLysYS0/SGFPd4_vR0I/AAAAAAAAADw/dAK-FQWYmW8/s1600-h/beatles.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5215537218406270786" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_X6TyaLysYS0/SGFPd4_vR0I/AAAAAAAAADw/dAK-FQWYmW8/s320/beatles.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Pessoal, antes de começar a análise propriamente dita desse que é um dos maiores -se não o maior mito da história do Rock -, gostaria de falar um pouco sobre a minha escolha, e sobre esse grande grupo. Beatles é a minha banda favorita, talvez por influência do meu pai que também é um grande fã. Acontece que os acordes, as melodias e as letras tocam-me profundamente, as vozes ritmadas e as histórias que envolvem o quarteto de Liverpool sempre me interessaram, o modo como ditavam a moda, como se preocupavam com algumas causas, o jeito único de cada componente, e esses estilos singulares combinando-se para uma formação coesa e musicalmente perfeita. Tudo isso envolveu uma geração toda e continua fascinando as próximas (como é o meu caso) e isso ocorrerá perpetuamente, pois já faz parte da história, algo que realmente deveria ser lecionado na escola, na possível cadeira de “História da música”. A banda se formou no final da década de 50 na cidade portuária de Liverpool, na Inglaterra, composta por George Harrison (guitarra e vocal), John Lennon (guitarra e vocal), Paul McCartney (contrabaixo e vocal) e Ringo Star (bateria e vocal). É o grupo musical mais bem sucedido da história, e o que certamente mais influenciou outras bandas, todos os seus membros eram – e são – aclamados por público e crítica, com mais de um bilhão de álbuns vendidos em todo o mundo, sendo que 20 músicas alcançaram o topo das paradas nos Estados Unidos (fato que ninguém ainda conseguiu bater). Mas o impacto não foi apenas sobre a música, mas também sobre a moda e o comportamento, os cortes de cabelos e os trejeitos moldaram toda uma geração. Pela inventiva criatividade, e magia de suas músicas, Paul McCartney e John Lennon são considerados a maior dupla de compositores da música popular em todo o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Paul Is Dead?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Roland Barthes (um dos pais da semiótica, leiam o livro "Mitos" dele) já dizia que “o mito é uma fala”, isto é, um sistema de comunicação, uma mensagem, ele não pode ser um objeto ou uma idéia, pois é um modo de significação, uma forma, e são necessárias condições especiais para que a linguagem se transforme em mito, e foi exatamente isso o que aconteceu no final da década de sessenta. Mais precisamente em 1969, quando a suposta “morte” de Paul foi anunciada no dia 12 de Outubro em uma rádio de Detroit prefixo WKNR-FM nos Estados Unidos, pelo Disc Jockey Russ Gibb. O radialista havia recebido uma ligação de um fã inveterado que encontrara pistas nos álbuns dos Beatles as quais indicavam a suposta morte de Paul McCartney. Russ Gibb neste dia leu a lista das pistas no ar e também improvisou algumas mais. Para seu espanto, os jornais locais levaram a sério esta brincadeira e publicaram a tal lista. No final do mês de outubro os boatos tinham se espalhado de tal forma nos Estados Unidos que obrigaram Paul McCartney, em férias na Escócia, a vir a público desmentir os boatos sobre a sua morte. A partir daí, vários livros foram escritos e cada vez mais novos "fatos" foram sendo "encontrados" e adicionados à lista de indícios sobre a sua morte. Como diria Barthes “Cada objeto do mundo pode passar de uma existência fechada, muda, a um estado oral, aberto à apropriação da sociedade, pois nenhuma lei, natural ou não, pode impedir-nos de nos falar das coisas”, todos esses fatos citados das capas dos álbuns e trechos de música, mais o fato que os Beatles haviam parado de fazer shows ao vivo, e um possível acidente de moto de Paul (que na verdade só o machucou um pouco, não o matou) contribuíram e construíram na criação do mito, que depois os próprios integrantes do grupo começaram a brincar usando as capas do álbuns e as letras da música para nutri-lo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;A construção do mito&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Paul teria morrido em um acidente de carro às 5 da manhã de uma quinta feira tendo sofrido esmagamento craniano ou decapitado durante o acidente, ele teria perdido os seus ossos e os seus dentes, impedindo assim a indentificação, percebam como há a forte influência dos “fait divers”, isto é, o trágico, esse mito especificamente começa com um acidente no mínimo inusitado, no qual a cabeça fora “decapitada” e até os dentes haviam sumido. Dessa forma eles poderiam o substituir por um sósia, para isso foi feito um concurso nacional de sósias de Paul McCarney (tudo às escondidas, é claro), o escolhido fora Bily Shears, que teria passado por algumas operações plásticas a fim de aumentar sua semelhança com o beatles morto, e poder substituí-lo. A única falha da cirurgia é que ocorrera um desacerto no lábio inferior, uma pequena cicatriz. Com o sósia colocado no lugar do verdadeiro beatle os outros componentes e produtores da banda teriam começado a divulgar pistas para que seus fã pudessem descobrir que o verdadeiro Paul havia morrido. Algumas pitas são banais, mas importantes para a construção do mito, pois trabalham com o imaginário dos fãs da banda, mais uma vez segundo Barthes “todas as matérias primas do mito, quer sejam representativas, quer gráficas, pressupõem uma consciência significante, e é por isso que se pode raciocinar sobre eles independentemente da sua matéria”, cada pista tem a sua significância no contexto do mito, e vamos procurar e analisá-las álbum por álbum, procurando todos os símbolos e seus devidos significados que ajudaram a construir o mais famoso mito da história do Rock’roll.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Rubber Soul, lançado em 1965:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_X6TyaLysYS0/SGFQHV0UHPI/AAAAAAAAAD4/rXBUChNu1dg/s1600-h/rubber_soul.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5215537930517617906" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 228px; CURSOR: hand; HEIGHT: 202px" height="229" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_X6TyaLysYS0/SGFQHV0UHPI/AAAAAAAAAD4/rXBUChNu1dg/s320/rubber_soul.jpg" width="213" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Primeiramente é necessário frisar que a imagem da foto é distorcida para confundir a imagem do sósia (já que era a primeira aparição dele). A principal pista visual desse álbum está no fato de que os quatro integrantes estão olhando para baixo, como se observassem uma sepultura. A sepultura de Paul McCartney. As pitas nas letras, numa análise mais semiológica do que semiótica, podem ser encontradas nas seguintes canções.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Letras:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Girl “that a man must break his back to earn his day of leisure will she still believe it when he's dead", uma citação à morte, o que se tornaria comum a partir daqui. I'm Looking through “"You don't look different but you have changed, I'm looking through you, you're not the same... you don't sound different... you were above me but not today, the only difference is you're down there...". "Você não parece diferente, mas você mudou, eu olho através de você, você não é mais o mesmo" se refere obviamente a Paul ter sido substituído por um sósia e não ser mais a mesma pessoa. "A única diferença é você estar embaixo" se refere ao fato de o verdadeiro Paul estar em uma sepultura. Esse jogo de palavras mantém todo o ritmo e perpétua o mito. A letra de In My Life diz: "some are dead and some are living". "Alguns estão mortos e alguns estão vivos é uma referência aos Beatles não estarem mais juntos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Revolver, lançado em 1966&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_X6TyaLysYS0/SGE6fTn7bzI/AAAAAAAAACo/eyqyYuxYfBk/s1600-h/Revolver.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5215514152989847346" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 237px; CURSOR: hand; HEIGHT: 220px" height="269" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_X6TyaLysYS0/SGE6fTn7bzI/AAAAAAAAACo/eyqyYuxYfBk/s320/Revolver.jpg" width="273" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Ao invés de uma foto, pela primeira vez aparecia um desenho, desse modo mais uma vez para evitar que o sósia de Paul fosse desmascarado. Na gravura da capa há uma mão sobre a cabeça de McCartney, essa é uma maneira bastante conhecida de se abençoar as pessoas que morreram. Mais um símbolo cheio de significado que concretiza e reforça o mito. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Letras&lt;/em&gt;:&lt;/strong&gt; A música Taxman seria na realidade sobre um taxidermista, pessoa responsável por empalhar animais mortos e fazer parecer que eles ainda estão vivos. Na letra há referências ao acidente de Paul (“if you drive a car”, “se você dirige um carro”) e ao fato de Paul estar morto (if you get too cold”, “se você ficar frio”, os cadáveres ficam frios). A melhor pista é “my advice to those who die –taxman...” ou seja “meu conselho para aqueles que morrem, um taxidermista” (para que o morto continue PARECENDO vivo) . Já em Eleanor Rigby, Father McKencie seria na realidade Father McCartney, note a semelhança entre os nomes. Na letra consta “Father McKenzie wiping the dirt from his hands as he walks from the grave ou seja “padre McKencie (Paul McCartney) limpando a sujeira de suas mãos após sair (voltar) do túmulo. Dr Robert teria sido o médico responsável por tetnar salvar Paul. Na letra consta: “you’re a new and better man” ou “você é um homem novo e melhor” se referindo ao novo Paul. “He does everything he can, Dr, Robert” ou “Dr Robert fez tudo o que pode fazer” se refere ao fato de Dr Robert ter feito todo o possível para tentar salvar Paul.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Sargent Pepper's Lonely Hearts Club Band, 1967 &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_X6TyaLysYS0/SGFQxpi5R2I/AAAAAAAAAEA/w-7URFD3pVw/s1600-h/sargent+peppers.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5215538657367770978" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="214" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_X6TyaLysYS0/SGFQxpi5R2I/AAAAAAAAAEA/w-7URFD3pVw/s320/sargent+peppers.jpg" width="236" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A capa é na realidade a representação semiótica do enterro de Paul McCartney, com todas aquelas pessoas famosas e importantes observando. Note os arranjos de flores típicos de um funeral, um deles lembra o desenho de um baixo da marca Hofner, semelhante ao que Paul tocava, inclusive virado para a direita (ele era canhoto), confirmando que é ele o corpo que acabou de ser sepultado. O baixo tem apenas três cordas ao invés de quatro, uma referência ao grupo sem o seu quarto companheiro. Sobre a cabeça de Paul há novamente uma mão aberta. Embaixo do T de Beatles na capa há uma estátua de Shiva, Deusa Hindu da morte. A estátua aponta para Paul. Na foto da contracapa todos os Beatles olham pra frente, com exceção de Paul. Como se ele estivesse dando as costas, dizendo adeus.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_X6TyaLysYS0/SGE-JB1OjpI/AAAAAAAAAC4/civNQ9pbIKw/s1600-h/sgtpeppershedieespelhada.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5215518168303177362" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="142" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_X6TyaLysYS0/SGE-JB1OjpI/AAAAAAAAAC4/civNQ9pbIKw/s320/sgtpeppershedieespelhada.jpg" width="187" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Na foto da bateria se você colocar um espelho horizontalmente cortando a frase "Lonely Hearts" e olhar a combinação da parte de cima das letras com o reflexo surge a frase "one he die" se referindo à morte de um dos beatles. Verifique a gravura ao lado com uma simulação do efeito do espelho e com o contraste aumentado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Letras:&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; No início de “Sgt. Pepper's Lonely hearts Club Band”: "so let me introduce to you the one and only Billy Shears" ou "deixem-me apresentar o primeiro e único Billy Shears". Billy é um apelido para Willian (Campbell, o sósia que substituiu Paul) e nesta música os Beatles o apresentam para o mundo Billy Shears pode ser lido também como "Billy is Here" ou seja "Billy (Willian) está aqui." Em “Good Morning, Good Morning” “nothing to do to save his life” ou “nada pode ser feito para salvar sua vida”. “People running around it’s 5 o’clock..” ou “Pessoas andando em volta às 5 da manhã (a hora do acidente de Paul)”. Em “A Day In The Life” : “He blew his mind out in a car, he didn’t notice that the lights had changed” ou “ele estorou sua cabeça em (um acidente) de carro, ele não notou que as luzes (o semáforo) haviam mudado”. “A crowd of people stood and started they’d seen his face before, nobody was really sure if he was” ou “Uma multidão de pessoas parou e assistiram eles haviam visto seu rosto antes, ninguém tinha certeza se era ele”. Praticamente relatando o acontecimento que supostamente tirara a vida do baixista dos Beatles. Esse disco representa a passagem, isto é, o “enterro” definitivo do Beatle morto e a apresentação do novo, é a renovação, e isso se expandiu também na sonoridade do grupo, já que o Sargent Peppers Lonely Hearts Club Band é o primeiro disco conceitual da história e o que trouxe mais experimentalismo para o cenário musical, Bily Shears é uma metáfora sensacional para um novo projeto do quarteto inglês. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Magical Mistery Tour, Dezembro de 1967&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_X6TyaLysYS0/SGFAQvWdhZI/AAAAAAAAADA/9WS9dv_OOF0/s1600-h/magical+mistery+tour.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5215520499804505490" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 239px; CURSOR: hand; HEIGHT: 212px" height="288" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_X6TyaLysYS0/SGFAQvWdhZI/AAAAAAAAADA/9WS9dv_OOF0/s320/magical+mistery+tour.jpg" width="320" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Paul está vestido de Leão Marinho, símbolo da morte em algumas culturas. No livreto que acompanhava o álbum , em sua versão original, havia algumas fotos dos Beatles, cada um com uma rosa na lapela. Todos tinham rosas vermelhas, a não ser Paul, que era preta. Em todas as fotos, Paul está descalço, os mortos são enterrados dessa maneira. No desenho dos Beatles, presente no interior do álbum, Paul aparece com o gorro cobrindo parcialmente seu rosto, além de estar com os olhos fechados. É curioso também que a poeira de estrelas que os rodeia forma uma espécie de auréola sobre a cabeça de McCartney. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Letras:&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; Em Strawberry Fields Forever você ouve ao final da música a voz de Lennon dizer "I Buried Paul". Mais tarde Lennon revelou que na realidade a frase era "Cramberry Sauce". Ouvindo I Am The Walrus (lembre-se que Paul é o leão marinho da capa) surge a mensagem "oh untimely death" ou "oh morte prematura". A frase aparece sem a necessidade de inversão da música junta com muitas outras ao final da música, incluíndo: "bury my body" e "what, is he dead?". Esse álbum pode ser encarado como a jornada que os fãs de Paul teriam que percorrer para decifrar o enigma de sua morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;White Album, 1968&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_X6TyaLysYS0/SGFBxAGGmHI/AAAAAAAAADI/iCJA_IikNZw/s1600-h/WhiteAlbum.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5215522153566738546" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 226px; CURSOR: hand; HEIGHT: 194px" height="296" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_X6TyaLysYS0/SGFBxAGGmHI/AAAAAAAAADI/iCJA_IikNZw/s320/WhiteAlbum.jpg" width="272" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; O primeiro e o único álbum duplo dos Beatles, nas fotos colocadas em várias partes diferentes do álbum há algumas curiosidades, como a de que Paul está em uma banheira, com a cabeça para fora da água dando uma impressão assustadora de decapitação, representando a sua morte pelo acidente. Há também a foto de Paul entrando em um trem (ou um ônibus) não é possível identificar direito, e duas mãos “fantasmagóricas” prontas para levá-lo para o “outro lado” podem ser vistas atrás dele. Nas fotos em close dos 4 integrantes a de Paul revela a cicatriz da cirurgia plástica de Willian “Billy Shears” Campbell para aperfeiçoar sua semelhança com Paul. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Letras:&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; Em I’m So Tired, aou ouvir o trecho final da música ao inverso surge claramente a voz de John Lennon dizendo “Paul is dead man, miss him miss him”. A música Revolution #9 seria sobre a morte de McCartney (o sobrenome tem nove letras). “My are broken and my hair” ou “meus dedos estão quebrados e meu cabelo também”. Ao ouvir o verso “number nine” ao inverso surge a mesma mensagem “turn me on dead man”. Ainda a inverso podem-se ouvir outras pistas, incluindo “Let me out!”, McCartney gritando para sair do automóvel. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Yellow Submarine, 1969 &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_X6TyaLysYS0/SGFEGfMfJcI/AAAAAAAAADQ/gMm73rLM66g/s1600-h/Yellow_Capa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5215524721715520962" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 250px; CURSOR: hand; HEIGHT: 237px" height="256" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_X6TyaLysYS0/SGFEGfMfJcI/AAAAAAAAADQ/gMm73rLM66g/s320/Yellow_Capa.jpg" width="267" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Um disco com poucas dicas. Mais uma vez aparece a mão sobre a cabeça de Paul, que representa a morte, como já foi dito anteriormente e o submarino enterrado deve ser percebido como um possível caixão de McCartney.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abbey Road, 1969 &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_X6TyaLysYS0/SGFFmSPwe5I/AAAAAAAAADY/EetNs7qpL5w/s1600-h/abbey_road.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5215526367507020690" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 245px; CURSOR: hand; HEIGHT: 231px" height="265" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_X6TyaLysYS0/SGFFmSPwe5I/AAAAAAAAADY/EetNs7qpL5w/s320/abbey_road.jpg" width="278" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Possivelmente uma das capas com mais significados ocultos, e a que mais escancara o mito, a foto foi tirada em frente ao estúdio que dá o nome ao disco. Paul está com o passo trocado em relação aos outros, é o único fumando e está de pés descalços (os mortos são enterrados assim), além de estar com os olhos fechados. Lennon, de branco, representa a religião (ou o próprio Deus, uma vez que os Beatles eram mais famosos que Jesus Cristo), Ringo, a igreja ou o padre, Paul o cadáver e George o coveiro. O cigarro que Paul segura está na mão direita. O Paul verdadeiro é canhoto, estaria com o cigarro na outra mão. Detalhe interessantíssimo, o fusca branco à esquerda da capa tem a placa 28IF, um lembrete de que Paul teria 28 anos se estivesse vivo. O fusca na Inglaterra é chamado de “Beetle”. Na contracapa ao lado direito da palavra Beatles, uma imagem feita de luz e sombras aparece. Trata-se de uma caveira (Paul?) claramente, com dois olhos e boca.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Letras:&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; Na letra de Come Together "one and one and one is three" ou "um mais um mais um são três" se refere aos apenas três beatles restantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Let It Be, 1970&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_X6TyaLysYS0/SGFKUT2YmMI/AAAAAAAAADg/TF6CMtiLrCY/s1600-h/let_it_be.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5215531556257962178" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 249px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" height="296" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_X6TyaLysYS0/SGFKUT2YmMI/AAAAAAAAADg/TF6CMtiLrCY/s320/let_it_be.jpg" width="290" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Let it be é o último álbum dos Beatles a ser lançado - e o penúltimo a ser produzido -, já mais separados, o que pode ser representado na capa, uma vez que cada um está em um quadrado (não, por favor, não confundam com a dança do quadrado). É um disco que não possui muitas dicas, talvez a sobriedade e o fim estivessem perto demais para isso. Uma das coisas que se pode dizer é que a foto de Paul está mais escura que as outras, seu fundo é vermelho e a sua imagem foi obviamente modificada, para criar uma penumbra mais escura. Os outros três Beatles estão claros, e se não sorrindo, como harrison, parecem exprimir algum sentimentos com o rosto, ao contrário do baixista. Outra coisa é que o microfone esconde o seu lábio, no qual estaria a cicatriz feita pelo acidente de moto sofrido numa gélida manhã, às cinco horas. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Depois dessa amostra dos principais símbolos que constituem esse mito, é possível constatar o quanto é trabalhado o imaginário das pessoas. O consciente, todas as pistas deixadas embelezam e convencem causando alienação nas pessoas, principalmente nos fãs mais fissurados, que acabam até ligando para uma rádio informando que Paul havia morrido...É incrível o poder que um mito pode exercer, nesse caso a banda ajudou a reforçá-lo, o que foi uma ótima jogada de marketing, a prova disso é que até hoje falamos sobre esse assunto. Barthes dá uma definição fantástica sobre o porquê do mito ser tão difundido “...(...) na realidade, aquilo que permite ao leitor consumir o mito inocentemente é o fato de ele não ver no mito um sistema semiológico, mas sim um sistema indutivo: onde existe apenas uma equivalência, ele vê uma espécie de processo casual: o significante e o significado mantém, para ele relações naturais.” O mito explora toda a capacidade humana de se desvencilhar da realidade e deformá-la. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7545630837433038588-6533105545550120368?l=mistocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mistocultural.blogspot.com/feeds/6533105545550120368/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7545630837433038588&amp;postID=6533105545550120368' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7545630837433038588/posts/default/6533105545550120368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7545630837433038588/posts/default/6533105545550120368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mistocultural.blogspot.com/2008/06/paul-is-dead-man-miss-him-miss-him.html' title='Paul is dead, man!? Miss him, miss him!'/><author><name>Rafael Gloria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03453718157601269122</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_X6TyaLysYS0/TNtJig_ghJI/AAAAAAAAA_c/dDieD1wtjVc/S220/Olhos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_X6TyaLysYS0/SGFPd4_vR0I/AAAAAAAAADw/dAK-FQWYmW8/s72-c/beatles.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7545630837433038588.post-2850482663368660703</id><published>2008-06-24T05:20:00.000-07:00</published><updated>2008-06-24T06:30:04.168-07:00</updated><title type='text'>Bye, Bye, Miss American Pie</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_utMqMWRCeHo/SGD1LwG177I/AAAAAAAAACU/-lA15ADFzKQ/s1600-h/Don+McLean.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_utMqMWRCeHo/SGD1LwG177I/AAAAAAAAACU/-lA15ADFzKQ/s400/Don+McLean.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5215437950736002994" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Se eu fosse estudante de música, ou analista literário, eu já teria uma tese de monografia. Ela seria extensa, complexa, mas muito ilustrativa a respeito de uma das melhores músicas já feitas nos Estados Unidos: “American Pie”, de Don McLean (aquela que a Madonna fez uma versão famosa no ano 2000 e que Yankovic parodiou fazendo uma historinha de Star Wars com a letra). Para quem não conhece, aqui vai o link da letra no terra:&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt; &lt;a href="http://letras.terra.com.br/don-mclean/25411/"&gt;http://letras.terra.com.br/don-mclean/25411/&lt;/a&gt; (original)&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt; &lt;a href="http://letras.terra.com.br/don-mclean/455167/"&gt;http://letras.terra.com.br/don-mclean/455167/&lt;/a&gt; (traduzida)&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt; A música foi feita em 1971 e era a primeira música do álbum de mesmo nome. A música foi um sucesso e ficou quatro semanas no topo das paradas em uma época que rolavam músicas como Starway to Heaven.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt; Ela conta uma história que vai de 1959 à 1969, desde a morte de Buddy Holly em um acidente de avião (no qual também morreram Richie Vallens e Big Booper) até um desastroso festival que aconteceu no Circuito de Altamont (que é visto por alguns como o fim do movimento do Woodstock, por ter sido caracterizado pela extrema violência mostrada pelo público, contrária ao ideal hippie). Neste tempo, ele cita diversas referências curiosas sobre grandes nomes do Rock'n Roll, confira algumas:&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;     “&lt;em&gt;February made me shiver&lt;/em&gt; “- Refere-se ao mês em que Buddy Holly morreu. Mais tarde, no mesmo verso ele diz “&lt;i&gt;This is the day that the music died”&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;"Drove my Chevy to the levee"&lt;/i&gt; – Remete a um comercial da Chevrolet famoso nos anos 50;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;     &lt;em&gt;"This'll be the day that I die”&lt;/em&gt; - Pode ser uma referência ao hit de Buddy Holly “&lt;i&gt;That will be the day that I die”;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;    “Did you write the Book of Love” &lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;- Hit do Moonotones “Book of Love”;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; text-align: justify;"&gt;    *O verso 3 traz diversas referências :&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-Now for ten years we’ve been on our own&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;And moss grows fat on a rollin’ stone,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(Referência a música “Like a Rolling Stone” de Bob Dylan)&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-But that’s not how it used to be.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;When the jester sang for the king and queen,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;In a coat he borrowed from james dean&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;And a voice that came from you and me,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(Esta parte têm muitas interpretações, pois ele deixa vago quem seria o rei e a rainha -diversas fontes apontam como se fossem John Kennedy e sua mulher Jackie, ou até mesmo Elvis e Connie Francis. O que parece mais claro é a referência ao casaco que Bob Dylan usou no álbus cover The Freewheeling Bob Dylan, que era muito semelhante ao de James Dean no filme Juventude Transviada)  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_utMqMWRCeHo/SGD2AyAcBEI/AAAAAAAAACc/B8-srXfA8qc/s1600-h/425007%7ERebel-Without-a-Cause-Posters.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_utMqMWRCeHo/SGD2AyAcBEI/AAAAAAAAACc/B8-srXfA8qc/s400/425007%7ERebel-Without-a-Cause-Posters.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5215438861779076162" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_utMqMWRCeHo/SGD2AzesWqI/AAAAAAAAACk/TGhpnaX5jXg/s1600-h/bobdylan-freewheelin.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_utMqMWRCeHo/SGD2AzesWqI/AAAAAAAAACk/TGhpnaX5jXg/s400/bobdylan-freewheelin.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5215438862174411426" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-Oh, and while the king was looking down,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;The jester stole his thorny crown.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;The courtroom was adjourned;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;No verdict was returned.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;And while lennon read a book of marx,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;The quartet practiced in the park,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; text-align: justify;"&gt;(Nesta parte está expressa a vontade de revolução vinda do personagem da música ao insinuar Lennon lendo um livro de Marx, com o quarteto -que poderiam ser os próprios Beatles- ensaiando)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-And we sang dirges in the dark&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;The day the music died.&lt;/span&gt;  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; text-align: justify;"&gt; (Novamente aponta a morte de Buddy Holly como o dia que a música morreu)&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal; text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;”Eight miles high and falling fast”&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;- Condiz ao álbum dos Byrds “Eight Miles High”que retrata a queda de uma bomba;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;     ”&lt;/i&gt;&lt;em&gt;With the Jester on the sidelines in a cast”- &lt;span style="text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;Jester é usualmente relacionado a Bob Dylan, e neste trecho pode ser que o autor expressou o acidente de moto que Bob teve em 1966;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;     ”&lt;em&gt;While sergeants played a marching tune” -&lt;span style="font-style: normal;"&gt; Referência clara a Sgt. Peppers dos Beatles;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;      ”&lt;em&gt;And as I watched him on the stage/ my hands were clenched in fists of rage/ No angel born in hell/ Could break that Satan's spell/ And as the flames climbed high into the night”- &lt;span style="font-style: normal;"&gt;Neste ponto está o apontamento mais claro ao show de Altamont, no qual Mick Jagger se mostrou abominado com o comportamento do público.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;     ”&lt;em&gt;I met a girl who sang the blues/ And I asked her for some happy news/ But she just smiled and turned away&lt;/em&gt; ”- Parece estar se referindo a Janis Joplin&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;     "&lt;em&gt;The three men I admire most/ The Father, Son, and Holy Ghost/ They caught the last train for the coast&lt;/em&gt; ”- Diversos autores divergem sobre quem seriam estas três entidades, mas para mim parece claro serem Buddy Holly, Richie Vallens e Big Booper.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt; Apesar de eu ter mostrado diversas referências, a verdade é que a música tem essa multiplicidade de interpretações planejada cuidadosamente por McLean, que não revela suas referências originais. O que ele quer é despertar a curiosidade do ouvinte, e principalmente, quer mostrar o contexto de sua época, querendo ser uma música que mostra mais suas idéias e o espírito revolucionário desiludido com tantas tragédias no mundo da música. “American Pie” é uma grande música que se sobrepõe a todas as outras do artista, que nunca conseguiu repetir o sucesso e genialidade desta. Vale a pena conferir e tirar suas próprias interpretações.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7545630837433038588-2850482663368660703?l=mistocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mistocultural.blogspot.com/feeds/2850482663368660703/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7545630837433038588&amp;postID=2850482663368660703' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7545630837433038588/posts/default/2850482663368660703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7545630837433038588/posts/default/2850482663368660703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mistocultural.blogspot.com/2008/06/bye-bye-miss-american-pie.html' title='Bye, Bye, Miss American Pie'/><author><name>Vinícius Fontana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01180971522397494297</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_utMqMWRCeHo/SGA1RakdbVI/AAAAAAAAACI/cXbILNjytk8/S220/P1010034.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_utMqMWRCeHo/SGD1LwG177I/AAAAAAAAACU/-lA15ADFzKQ/s72-c/Don+McLean.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7545630837433038588.post-1357630112260920160</id><published>2008-06-23T16:34:00.000-07:00</published><updated>2008-06-23T16:36:04.024-07:00</updated><title type='text'>Now, we´re in the world!</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;            Sabe aquele dia em que você acorda, volta a cochilar, aí a mãe liga a luz do quarto e diz:&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;-Levanta meu filho, vem tomar café com a mãe!&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;Aí você se veste mal humorado, bota a camisa ao avesso e responde todas as perguntas com um gemido grotesco ou um aceno de cabeça com o cabelo todo desajeitado. A certa altura, seus pais ligam o rádio e você ouve o locutor falando:&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;-Teremos tempo chuvoso durante todo o final de semana, umidade do ar em 99%, ventos a leste...- e toda a baboseira a mais.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;Há aquela vontade tremenda de gritar um nããããão bem alto, para realmente vingar-se da vizinhança dorminhoca (que sempre dorme mais que você) até São Pedro se ligar que chuva demais nunca é bom.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;Mas o dia não está perdido. Há sempre algo de bom para fazer dentro do universo fantástico que há em sua casa. Sempre há uma galáxia de livros, ou uma constelação de filmes ou diversos discos para se ouvir nestes dias. E é neste momento que você descobre o verdadeiro prazer da cultura. Nada melhor do que pegar um bom cafezinho e ler um livro, ouvir uma boa música ou deitar no sofá com um monte de cobertas e ver um filme (preferencialmente bem acompanhado).&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;E este blog é realmente um guia para estes dias. Um guia que você lê críticas de quem já apreciou algumas obras e recomenda (ou não) você vê-las, ouvi-las ou lê-las. Além de opiniões, também estarão presentes: resenhas, listas (aquelas boas de criticar quem as faz), notícias e materiais diversos ligados a todo o tipo de manifestação cultural. Todas as opiniões alheias são respeitadas e passíveis de serem debatidas. Não queremos ser gurus culturais, ou fundar uma nova religião cujo deus é John Lennon, nada disso. Queremos ajudar o leitor a desenvolver seu senso crítico e a ponderar a respeito de questões concernentes ao mundo cultural.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;Então, sente na frente do computador, faça um bom café, leia o blog, nos xingue, nos elogie e exerça seu direito de ter diversão até mesmo no pior dia de chuva.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7545630837433038588-1357630112260920160?l=mistocultural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mistocultural.blogspot.com/feeds/1357630112260920160/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7545630837433038588&amp;postID=1357630112260920160' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7545630837433038588/posts/default/1357630112260920160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7545630837433038588/posts/default/1357630112260920160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mistocultural.blogspot.com/2008/06/now-were-in-world.html' title='Now, we´re in the world!'/><author><name>Vinícius Fontana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01180971522397494297</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_utMqMWRCeHo/SGA1RakdbVI/AAAAAAAAACI/cXbILNjytk8/S220/P1010034.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
